1. Qual
é a quantidade de sangue coletada em cada doação?
Em cada
doação, são coletados de 400 a 450 ml de sangue.
2. A
quantidade de sangue coletada a cada doação vai afetar minha saúde?
Não, pois
na doação de sangue é retirado menos do que 10% do volume sanguíneo total de um
adulto, por esse motivo só é permitida
a doação por pessoas acima de 50 kg.
3.
Quanto tempo demora até que meu organismo reponhe a quantidade de sangue
coletada na doação?
O plasma é
reposto em algumas horas, as plaquetas se restabelecem em alguns dias, e as
hemácias demoram alguns meses. Por esse motivo, a doação de sangue só deve ser
realizada a cada 90 dias para os homens e 120 dias para as mulheres.
4. Por
que os homens podem doar sangue a cada 03 meses e as mulheres a cada 04 meses?
Devido à
reposição dos estoques de ferro, que nas mulheres é mais demorada em virtude
das perdas durante os ciclos menstruais.
5. O que
é doação de plaquetas por aférese?
É uma
doação seletiva, onde um pequeno volume de plasma e prioritariamente as
plaquetas são retiradas do doador através de uma máquina (separador celular).
Esse procedimento pode ser realizado com intervalos de 48h. Não há prejuízo na
doação de plaquetas sistemática, sendo possível ser realizado 2 vezes por
semana, 4 vezes ao mês e até 24 vezes ao ano, isso devido a perda plasmática
durante a doação.
6. Se eu
doar sangue uma vez, sou obrigado a doar de novo?
Não. A
doação de sangue é um ato solidário e voluntário que depende da iniciativa de
cada cidadão, e o retorno é o entendimento de que só nós somos a única fonte
desse produto.
7. É
seguro doar sangue?
Sim, todo
o material usado, inclusive os kits são estéreis, descartáveis e apirogênicos
(não causam febre). Além disso, o doador passa por uma consulta, antes de doar,
onde são avaliadas suas condições clínicas.
8. É
necessário estar em jejum para doar?
Não. É
importante que o doador se alimente normalmente, evitando ingerir alimentos
gordurosos no dia da doação. Após o almoço, é necessário esperar cerca de uma
hora e meia para efetuar a doação de sangue.
9. Corro
algum risco de contaminação doando sangue?
Não. Todo
o material utilizado é estéril, de uso único e descartável.
10.
Posso apresentar alguma reação doando sangue?
Raramente
acontece e, na maioria das vezes, está relacionada com a ansiedade. As reações
mais frequentes são queda de pressão, sensação de desmaio, náuseas e hematomas
no local da punção. Mais raramente os doadores podem apresentar vômitos e
convulsões. Caso haja alguma reação, no local da coleta de sangue há sempre uma
equipe preparada para atender a qualquer intercorrência.
11.
Durante o período menstrual, a mulher pode doar sangue?
Sim, não há nenhum risco para a saúde da mulher na doação de
sangue.
12. Por
que há garantia de liberação do trabalho no dia da doação?
Porque 01
(um dia) é suficiente para o doador descansar e recuperar o volume sanguíneo
doado sendo particularmente importante para aqueles que exercem profissões que
exijam esforço físico ou que possam comprometer a sua segurança pessoal ou de
outras pessoas. (ex: motorista).
13. É
realizado algum exame no sangue doado?
Sim. Tipagem sanguínea, sorologia e NAT (teste do ácido nucleico)
para hepatite C e HIV (vírus da AIDS), sorologia para hepatite B, doença de
Chagas, sífilis, e HTLV.
14. Eu
sou comunicado se algum exame der alterado?
Sim. Se
algum exame der alterado, é enviada correspondência para a residência do doador
solicitando o seu comparecimento para receber orientação médica e coletar nova
amostra de sangue. Resultados reagentes nos testes sorológicos de triagem podem
ocorrer por vários motivos, não significando, necessariamente, que exista
alguma doença.
15. É
possível doar sangue fazendo uso de medicamentos?
Depende do tipo da medicação. No dia da doação, durante a
entrevista, é realizada essa avaliação.
16.
Quais os cuidados que devo ter após a doação?
O doador
deve alimentar-se bem, ingerir bastante líquido e evitar bebidas alcoólicas,
bem como, fumar nas primeiras duas horas e esforço físico no dia da doação. Em
caso do aparecimento de queixas nos primeiros 15 dias após a doação, o doador
deve retornar ao hemocentro e informar as queixas para esclarecimentos.
17. O
que é feito com o sangue doado?
O sangue é
separado em hemocomponentes, como concentrado de hemácias, concentrado de
plaquetas e plasma fresco. Após a realização dos testes laboratoriais, esses
hemocomponentes são enviados aos hospitais para serem usados em pacientes que
estão com sangramentos, em tratamento quimioterápico, para cirurgias,
transplantes etc. O plasma excedente (que não foi utilizado nos pacientes)
também poderá ser encaminhado à indústria de Hemoderivados, para produção de
medicamentos que serão utilizados por pacientes portadores de doenças
hemorrágicas.
18. Se
eu estiver em dúvida sobre a possibilidade de contaminação por algum vírus
transmitido através da doação, devo doar sangue?
De forma
nenhuma. O candidato com intenção de realizar os testes sorológicos não deve
doar; primeiro porque os testes realizados não se prestam para diagnóstico e
segundo porque existe a possibilidade de ele se encontrar em "janela
imunológica".
19. O
que é "janela imunológica"?
Janela
imunológica corresponde ao período em que o organismo já está infectado, mas
ainda não produz anticorpos suficientes para serem detectados nos testes da
triagem sorológica. O tempo varia de doença para doença e, com o
aperfeiçoamento dos testes e o desenvolvimento de outros, será possível a
detecção cada vez mais precoce da infecção. Mas, por enquanto, é na entrevista
de triagem clínica que se pode levantar informações sobre situações de risco
para janela imunológica. Daí, a importância da sinceridade do doador ao
responder as perguntas feitas na triagem.
20. Por
que quem recebeu transfusão só pode doar sangue um ano depois?
Porque
quem recebeu transfusão de sangue há menos de um ano pode estar no período
denominado "janela imunológica", no qual as infecções nem sempre são
detectadas nos exames. O prazo de 12 meses para a doação de sangue inclui uma
margem de segurança, que considera a variação do período de janela imunológica
das diversas doenças transmissíveis pelo sangue.
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